{"id":1779,"date":"2025-04-03T11:41:18","date_gmt":"2025-04-03T11:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/protevseguros.pt\/?p=1779"},"modified":"2025-04-03T11:41:20","modified_gmt":"2025-04-03T11:41:20","slug":"a-importancia-da-renuncia-ao-direito-de-regresso-em-acidentes-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/a-importancia-da-renuncia-ao-direito-de-regresso-em-acidentes-de-trabalho\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da ren\u00fancia ao Direito de Regresso em acidentes de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Em qualquer ambiente laboral, por mais controlado que seja, existe sempre o risco de ocorr\u00eancia de acidentes de trabalho. A legisla\u00e7\u00e3o portuguesa, atrav\u00e9s da Lei n.\u00ba 98\/2009, obriga todas as entidades patronais a transferirem a responsabilidade pela repara\u00e7\u00e3o de acidentes de trabalho para entidades seguradoras devidamente autorizadas, garantindo assim a prote\u00e7\u00e3o do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, quando um sinistro ocorre devido a uma falha no cumprimento das regras de seguran\u00e7a no trabalho, mesmo que por neglig\u00eancia simples de um trabalhador, a seguradora tem, por lei, o direito de reaver junto da empresa o valor pago em indemniza\u00e7\u00f5es. Este mecanismo \u00e9 conhecido como <strong>direito de regresso<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o da cobertura de <strong>ren\u00fancia ao direito de regresso<\/strong> nos contratos de seguro de acidentes de trabalho representa, assim, uma prote\u00e7\u00e3o acrescida para a empresa, transferindo o risco financeiro de uma eventual a\u00e7\u00e3o judicial por parte da seguradora e proporcionando maior tranquilidade operacional. Este artigo explora a import\u00e2ncia desta cobertura, os seus benef\u00edcios, limita\u00e7\u00f5es e de que forma a Protev Seguros pode ajudar as empresas a integrarem-na de forma estrat\u00e9gica na sua pol\u00edtica de gest\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o seguro de acidentes de trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p>O seguro de acidentes de trabalho \u00e9 um seguro obrigat\u00f3rio para todos os empregadores, sejam pessoas singulares ou coletivas, com trabalhadores ao seu servi\u00e7o, independentemente da natureza da rela\u00e7\u00e3o laboral (permanente, tempor\u00e1ria ou a termo). Este seguro visa assegurar a repara\u00e7\u00e3o dos danos sofridos por um trabalhador em consequ\u00eancia de um acidente ocorrido durante o desempenho das suas fun\u00e7\u00f5es ou no trajeto entre a sua resid\u00eancia e o local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o em vigor determina que o empregador \u00e9 respons\u00e1vel por garantir esta prote\u00e7\u00e3o, devendo celebrar contrato com uma seguradora legalmente habilitada. O seguro cobre presta\u00e7\u00f5es em esp\u00e9cie, como assist\u00eancia m\u00e9dica, hospitaliza\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o e transportes, e presta\u00e7\u00f5es em dinheiro, como indemniza\u00e7\u00f5es por incapacidade tempor\u00e1ria ou permanente, pens\u00f5es provis\u00f3rias e subs\u00eddios por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem diferentes modalidades, como o pr\u00e9mio fixo (com pessoas seguras identificadas ou por n\u00famero) e o pr\u00e9mio vari\u00e1vel (baseado em remunera\u00e7\u00f5es mensais comunicadas \u00e0 seguradora). O seguro pode incluir ainda coberturas opcionais, como assist\u00eancia em desloca\u00e7\u00f5es ao estrangeiro ou a ren\u00fancia ao direito de regresso, que conferem uma prote\u00e7\u00e3o mais robusta \u00e0 empresa e aos seus colaboradores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O conceito de direito de regresso<\/h2>\n\n\n\n<p>O direito de regresso \u00e9 uma prerrogativa legal que assiste \u00e0 seguradora ap\u00f3s ter pago as presta\u00e7\u00f5es devidas ao trabalhador sinistrado. Esta faculdade permite que a seguradora exija \u00e0 entidade patronal o reembolso das quantias despendidas, sempre que se comprove que o acidente decorreu de uma falha do empregador no cumprimento das normas legais de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos pr\u00e1ticos, trata-se da responsabiliza\u00e7\u00e3o financeira do empregador nos casos em que o sinistro resulta de omiss\u00f5es ou neglig\u00eancia no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es legais. A seguradora aciona judicialmente este direito quando entende que o acidente n\u00e3o teria ocorrido, ou teria tido menor gravidade, se as medidas de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o tivessem sido corretamente implementadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este mecanismo encontra respaldo legal nos contratos de seguro e nos normativos que regem os acidentes de trabalho, sendo frequentemente acionado em contextos de aus\u00eancia de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, incumprimento de normas de seguran\u00e7a, falta de forma\u00e7\u00e3o adequada, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Riscos para as empresas em caso de acidentes por incumprimento de normas<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das empresas investirem em programas de seguran\u00e7a e forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, a realidade demonstra que a exist\u00eancia de lapsos humanos \u00e9 inevit\u00e1vel, especialmente em estruturas com muitos colaboradores. Nestas circunst\u00e2ncias, mesmo uma pequena falha pode resultar em acidentes graves e, consequentemente, no acionamento do seguro de acidentes de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine-se, por exemplo, um colaborador que, num trabalho em altura, decide n\u00e3o utilizar o cinto de seguran\u00e7a, apesar de a empresa ter disponibilizado o equipamento e ministrado a forma\u00e7\u00e3o adequada. Se o acidente ocorrer, a seguradora indemniza o trabalhador. Contudo, poder\u00e1 entender que houve neglig\u00eancia por parte da entidade patronal na fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das normas e, por isso, acionar o direito de regresso.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto financeiro desta a\u00e7\u00e3o pode ser significativo, envolvendo milhares ou mesmo milh\u00f5es de euros, dependendo da gravidade do sinistro e das presta\u00e7\u00f5es a serem pagas. Al\u00e9m disso, a reputa\u00e7\u00e3o da empresa pode ser afetada, criando um ambiente de inseguran\u00e7a interna e instabilidade operacional. Estas situa\u00e7\u00f5es refor\u00e7am a import\u00e2ncia da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de seguran\u00e7a robustas, mas tamb\u00e9m da contrata\u00e7\u00e3o de coberturas adicionais que protejam a empresa de consequ\u00eancias financeiras imprevis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso<\/h2>\n\n\n\n<p>A cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso consiste num acordo adicional, celebrado entre a seguradora e a entidade patronal, no qual a primeira abdica expressamente do direito de exigir reembolso \u00e0 empresa pelos valores pagos ao sinistrado em determinadas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta cobertura \u00e9 especialmente relevante em situa\u00e7\u00f5es onde a responsabilidade do acidente pode ser atribu\u00edda a falhas humanas ou incumprimentos pontuais de procedimentos de seguran\u00e7a. Desde que n\u00e3o exista dolo ou neglig\u00eancia grosseira por parte da entidade patronal, a seguradora compromete-se a n\u00e3o exercer o seu direito de regresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que esta cobertura produza efeitos, \u00e9 necess\u00e1rio que esteja expressamente prevista no contrato de seguro de acidentes de trabalho como uma cl\u00e1usula adicional ou cobertura opcional. \u00c9 ainda essencial que a empresa demonstre o cumprimento dos requisitos m\u00ednimos legais em mat\u00e9ria de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho, como a disponibiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, forma\u00e7\u00e3o adequada e procedimentos internos de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vantagens desta cobertura para empresas<\/h2>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o da cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso num contrato de seguro de acidentes de trabalho representa uma salvaguarda valiosa para qualquer empresa. Ao garantir que a seguradora n\u00e3o exigir\u00e1 o reembolso de indemniza\u00e7\u00f5es pagas, mesmo que existam falhas pontuais na implementa\u00e7\u00e3o de medidas de seguran\u00e7a, a empresa ganha previsibilidade financeira e prote\u00e7\u00e3o acrescida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta cobertura protege o patrim\u00f3nio da empresa e reduz significativamente o risco de lit\u00edgios dispendiosos. Para organiza\u00e7\u00f5es com grande n\u00famero de trabalhadores ou com opera\u00e7\u00f5es de maior complexidade e exposi\u00e7\u00e3o ao risco, esta prote\u00e7\u00e3o assume uma import\u00e2ncia ainda maior. A gest\u00e3o de recursos humanos torna-se menos vulner\u00e1vel a a\u00e7\u00f5es judiciais inesperadas, refor\u00e7ando a estabilidade e confian\u00e7a na estrutura empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, esta cobertura incentiva as empresas a manterem pol\u00edticas de seguran\u00e7a consistentes, mas reconhece que o erro humano pode ocorrer, mesmo nos ambientes mais controlados. Nesse sentido, a ren\u00fancia ao direito de regresso representa um equil\u00edbrio eficaz entre a responsabilidade legal e a realidade operacional das empresas modernas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Compara\u00e7\u00e3o com a aus\u00eancia da cobertura<\/h2>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia da cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso deixa a empresa exposta ao risco de a\u00e7\u00f5es judiciais movidas pela seguradora, que poder\u00e1 exigir o reembolso total ou parcial das indemniza\u00e7\u00f5es pagas ao trabalhador sinistrado. Nestes casos, o impacto financeiro pode ser substancial, sobretudo em acidentes com consequ\u00eancias graves ou permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar esta realidade, imagine duas empresas com contextos semelhantes: uma com a cobertura e outra sem. Ambas enfrentam um acidente causado por neglig\u00eancia pontual de um colaborador. No primeiro caso, a seguradora indemniza o trabalhador e n\u00e3o exerce qualquer a\u00e7\u00e3o contra a empresa. No segundo, a seguradora avan\u00e7a com uma a\u00e7\u00e3o judicial para reaver dezenas de milhares de euros, provocando instabilidade financeira e exigindo recursos jur\u00eddicos adicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta compara\u00e7\u00e3o evidencia a import\u00e2ncia da cobertura como instrumento de mitiga\u00e7\u00e3o de risco, refor\u00e7ando a sua utilidade enquanto ferramenta de gest\u00e3o preventiva e prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio empresarial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando \u00e9 que a ren\u00fancia ao direito de regresso n\u00e3o se aplica<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos benef\u00edcios desta cobertura, existem situa\u00e7\u00f5es em que a ren\u00fancia ao direito de regresso n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida. As principais exce\u00e7\u00f5es referem-se a casos de dolo, neglig\u00eancia grosseira ou incumprimento reiterado das obriga\u00e7\u00f5es legais por parte da entidade patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, se se provar que a empresa n\u00e3o forneceu qualquer equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual, ignorou sistematicamente as regras de seguran\u00e7a, ou se o acidente resultou de conduta dolosa, a seguradora pode exercer o direito de regresso, mesmo que a cobertura tenha sido contratada.<\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es gerais de seguradoras como a Fidelidade e a Generali estabelecem claramente estas exclus\u00f5es. Encontra-se especificado, nas mesmas, que a ren\u00fancia n\u00e3o se aplica quando o empregador atuou com culpa grave, agiu com conhecimento do risco ou violou intencionalmente normas legais. Estes limites refor\u00e7am a natureza respons\u00e1vel da cobertura, que protege contra falhas pontuais mas n\u00e3o isenta comportamentos negligentes continuados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exemplos pr\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 1: acidente em obra por falta de capacete \u2014 com cobertura<\/h3>\n\n\n\n<p>Numa empresa de constru\u00e7\u00e3o, um trabalhador sofre um traumatismo ao cair de uma escada sem uso de capacete. Apesar de a empresa ter fornecido o equipamento e promovido forma\u00e7\u00e3o sobre seguran\u00e7a, n\u00e3o foi poss\u00edvel confirmar se existia fiscaliza\u00e7\u00e3o no momento. A seguradora paga a indemniza\u00e7\u00e3o ao sinistrado e, como a cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso estava contratada, decide n\u00e3o exigir o reembolso \u00e0 empresa, reconhecendo a aus\u00eancia de neglig\u00eancia grave.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 2: acidente com neglig\u00eancia reiterada \u2014 sem cobertura<\/h3>\n\n\n\n<p>Numa outra empresa, verificou-se um padr\u00e3o de incumprimento de normas de seguran\u00e7a. Um trabalhador sofre les\u00f5es graves por n\u00e3o usar arn\u00eas em trabalhos em altura. A empresa j\u00e1 havia sido alertada em inspe\u00e7\u00f5es anteriores sobre falhas nesta \u00e1rea. Neste caso, a seguradora, n\u00e3o tendo cobertura de ren\u00fancia contratada e verificando neglig\u00eancia reiterada, exerceu o direito de regresso e avan\u00e7ou com uma a\u00e7\u00e3o judicial contra a entidade patronal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 3: falha individual isolada \u2014 cobertura protegeu<\/h3>\n\n\n\n<p>Numa empresa do setor industrial, um trabalhador rec\u00e9m-contratado operava uma m\u00e1quina sem seguir integralmente o procedimento de seguran\u00e7a estipulado. Apesar de a empresa ter proporcionado forma\u00e7\u00e3o e supervisionado o processo, o colaborador omitiu um passo cr\u00edtico por iniciativa pr\u00f3pria. O acidente resultou numa les\u00e3o moderada, sendo acionado o seguro de acidentes de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguradora, ap\u00f3s an\u00e1lise do caso e verifica\u00e7\u00e3o de que a empresa cumpria as obriga\u00e7\u00f5es legais e operacionais de seguran\u00e7a, optou por n\u00e3o exercer o direito de regresso, uma vez que a cobertura de ren\u00fancia estava inclu\u00edda na ap\u00f3lice. A decis\u00e3o salvaguardou a empresa de um encargo inesperado, reconhecendo o esfor\u00e7o na preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do risco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00e3o com a responsabilidade civil patronal<\/h2>\n\n\n\n<p>A cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso complementa de forma eficaz o seguro de responsabilidade civil patronal. Enquanto este \u00faltimo visa proteger a empresa contra a\u00e7\u00f5es judiciais movidas diretamente pelos trabalhadores ou terceiros em caso de acidente, a cobertura de ren\u00fancia foca-se na rela\u00e7\u00e3o entre a seguradora e a pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contratar ambas as coberturas, a empresa assegura uma prote\u00e7\u00e3o integral: evita a\u00e7\u00f5es externas e tamb\u00e9m regressos internos por parte da seguradora. Isto refor\u00e7a a solidez da sua pol\u00edtica de gest\u00e3o de risco, garantindo maior previsibilidade or\u00e7amental e defesa legal num cen\u00e1rio de acidente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a coexist\u00eancia das duas coberturas permite uma abordagem mais eficaz no tratamento dos sinistros, facilitando o di\u00e1logo com as seguradoras e aumentando a capacidade de negocia\u00e7\u00e3o em processos complexos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Implica\u00e7\u00f5es legais e normativas<\/h2>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o portuguesa em mat\u00e9ria de acidentes de trabalho, nomeadamente a Lei n.\u00ba 98\/2009, define com clareza as obriga\u00e7\u00f5es das entidades patronais quanto \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dos seus trabalhadores. O incumprimento dessas obriga\u00e7\u00f5es pode configurar responsabilidade civil e criminal, especialmente em caso de dolo ou neglig\u00eancia grave.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia laboral reconhece o direito das seguradoras de reaver os montantes pagos quando se verifica incumprimento das obriga\u00e7\u00f5es legais, mesmo que de forma n\u00e3o intencional. Neste enquadramento, a cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso surge como uma solu\u00e7\u00e3o que mitiga este risco, salvaguardando a empresa de interpreta\u00e7\u00f5es rigorosas por parte dos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, por isso, fundamental que as empresas contem com o apoio de mediadores especializados, como a Protev Seguros, para garantir que o contrato de seguro est\u00e1 plenamente ajustado ao seu perfil de risco e \u00e0s exig\u00eancias legais em vigor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em resumo<\/h2>\n\n\n\n<p>A cobertura de ren\u00fancia ao direito de regresso constitui uma ferramenta fundamental para proteger o equil\u00edbrio financeiro das empresas em caso de acidente de trabalho. Ao transferir para a seguradora o risco de reembolso das indemniza\u00e7\u00f5es, esta cl\u00e1usula assegura estabilidade or\u00e7amental e minimiza o impacto de falhas pontuais na implementa\u00e7\u00e3o das normas de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contextos laborais complexos ou com elevado n\u00famero de colaboradores, onde o risco de incumprimento individual \u00e9 uma constante, esta cobertura representa uma vantagem competitiva essencial. Complementa o seguro de acidentes de trabalho e a responsabilidade civil patronal, promovendo uma prote\u00e7\u00e3o integral da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Protev Seguros est\u00e1 preparada para orientar e acompanhar todas as empresas na contrata\u00e7\u00e3o desta cobertura, oferecendo solu\u00e7\u00f5es ajustadas ao perfil e \u00e0s necessidades de cada organiza\u00e7\u00e3o, com o compromisso de maximizar a seguran\u00e7a e a tranquilidade de quem gere pessoas e processos diariamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQs sobre a ren\u00fancia ao direito de regresso<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>1. O que \u00e9 o direito de regresso da seguradora?<\/strong><br>\u00c9 o direito da seguradora exigir \u00e0 empresa o reembolso das indemniza\u00e7\u00f5es pagas ao trabalhador, caso se comprove que o acidente ocorreu por incumprimento de normas legais por parte da entidade patronal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Esta cobertura \u00e9 obrigat\u00f3ria?<\/strong><br>N\u00e3o, trata-se de uma cobertura opcional. No entanto, \u00e9 fortemente recomendada, sobretudo em empresas com maior exposi\u00e7\u00e3o ao risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Em que casos a seguradora pode recusar esta ren\u00fancia?<\/strong><br>A ren\u00fancia n\u00e3o se aplica em casos de dolo, neglig\u00eancia grave ou incumprimento reiterado das normas de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Esta cobertura substitui a responsabilidade civil patronal?<\/strong><br>N\u00e3o. S\u00e3o coberturas complementares, com objetivos distintos. A responsabilidade civil patronal protege contra a\u00e7\u00f5es de terceiros, enquanto a ren\u00fancia protege contra a\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria seguradora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. A ren\u00fancia ao direito de regresso protege em casos de dolo?<\/strong><br>N\u00e3o. Esta cobertura n\u00e3o abrange situa\u00e7\u00f5es em que a empresa age com dolo ou neglig\u00eancia grave, conforme definido nas condi\u00e7\u00f5es gerais da ap\u00f3lice.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a ren\u00fancia ao direito de regresso nos seguros de acidentes de trabalho protege empresas em casos de neglig\u00eancia.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":1780,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-1779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acidentes-de-trabalho"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1779"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1781,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions\/1781"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/protevseguros.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}