Tendência para 2026 nos seguros. O início de um novo ano é, tradicionalmente, o momento em que se fala de tendências. No setor segurador, porém, 2026 não se apresenta como um ano de rutura tecnológica ou de disrupção súbita, mas como um ponto de consolidação de riscos que já estão presentes há vários anos e que continuam, de forma preocupante, subprotegidos.
Portugal enfrenta três grandes lacunas de proteção que atravessam famílias, empresas e profissionais independentes. São riscos diferentes na forma, mas idênticos na sua essência: são reais, previsíveis, recorrentes e continuam a ser tratados como exceção. A proteção de rendimentos das famílias, os riscos cibernéticos nas empresas e a ausência de uma estratégia estruturada de poupança, reforma e investimento formam um triângulo de vulnerabilidade que, em 2026, deixa de poder ser ignorado.
O papel da Protev Seguros não é antecipar modas nem promover produtos em função do calendário fiscal. É identificar riscos estruturais, explicá-los com clareza e construir soluções que façam sentido no presente e no futuro. É nesse enquadramento que se inserem as tendências para 2026 nos seguros.
A grande tendência transversal: passar da reação ao planeamento
Uma das mudanças mais relevantes no comportamento dos clientes não está na procura de novos produtos, mas na consciência de que o modelo reativo falhou. Durante décadas, o seguro foi visto como algo que se contrata depois de um problema, ou apenas quando existe uma obrigação legal. Em 2026, essa lógica começa finalmente a inverter-se.
A crescente exposição a riscos sistémicos, económicos, digitais, demográficos e de saúde, obriga a uma abordagem de planeamento. A pergunta deixa de ser “quanto custa o seguro” e passa a ser “o que acontece se isto correr mal durante seis meses”.
Esta mudança é particularmente visível em três áreas onde a Protev Seguros tem vindo a intervir de forma consistente.
Proteção de rendimentos: o risco silencioso das famílias portuguesas
A proteção de rendimentos é, provavelmente, a tendência mais negligenciada e, simultaneamente, a mais crítica para 2026. Portugal continua a apresentar uma das taxas de poupança das famílias mais baixas da OCDE. Na prática, isto significa que uma parte significativa da população vive com uma margem financeira de um a dois meses.
O problema surge quando o rendimento deixa de entrar. Uma doença, um acidente ou uma incapacidade temporária não suspende as despesas fixas. A renda da casa, as prestações bancárias, os custos com alimentação, educação dos filhos e deslocações mantêm-se. Em muitos casos, aumentam, devido a medicamentos, fisioterapia ou apoio domiciliário.
A Segurança Social, por si só, não responde de forma adequada a esta realidade. Os valores pagos em situações de baixa prolongada são, regra geral, insuficientes para manter o nível de vida anterior, sobretudo em profissionais independentes, gerentes, administradores e trabalhadores com rendimentos variáveis.
É neste contexto que os seguros de proteção de rendimentos assumem um papel central em 2026.
Incapacidade temporária: doença e acidente
Os seguros de incapacidades permitem transferir para uma seguradora o risco de ficar sem rendimento durante períodos de baixa médica. Estes seguros pagam um subsídio mensal durante o período de incapacidade temporária absoluta, seja por doença ou por acidente.
As soluções disponíveis no mercado permitem responder a diferentes perfis:
- planos orientados para profissionais liberais e independentes com rendimentos elevados, capazes de garantir rendas mensais até 5.000 euros durante períodos prolongados;
- soluções mais abrangentes, sem restrição de profissão, que cobrem desde trabalhadores administrativos até profissões de risco elevado.
Esta proteção não substitui a Segurança Social, mas complementa-a de forma decisiva. Em 2026, esta complementaridade deixa de ser um luxo e passa a ser um elemento básico de planeamento financeiro familiar.
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Hospitalização como complemento de rendimento
A hospitalização representa um risco adicional frequentemente ignorado. O internamento implica ausência total da atividade profissional e, em muitos casos, custos indiretos significativos. Os seguros de hospitalização pagam um subsídio diário ou mensal durante o período de internamento, funcionando como complemento à proteção por incapacidade.
Quando combinados com seguros de incapacidades, criam uma rede de proteção coerente, capaz de responder a diferentes cenários clínicos sem depender exclusivamente de apoios públicos.
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Riscos cibernéticos: de ameaça abstrata a risco operacional crítico
Se nas famílias o risco é a perda de rendimento, nas empresas o risco central para 2026 é claramente o cibernético. A digitalização tornou-se total, mas a proteção não acompanhou essa evolução.
Qualquer empresa que utilize sistemas informáticos, processe dados de clientes, emita faturas eletrónicas ou dependa de plataformas digitais está exposta. A dimensão da empresa é irrelevante. Pequenas e médias empresas são, muitas vezes, mais vulneráveis do que grandes grupos, precisamente por não disporem de estruturas internas de cibersegurança.
Os ataques de ransomware, a fraude por correio eletrónico, a interrupção de sistemas e a violação de dados pessoais deixaram de ser exceção. Em 2026, a questão já não é se vai acontecer, mas quando.
O impacto de um ciberataque vai muito além da perda financeira imediata. Interrupção de atividade, perda de confiança dos clientes, responsabilidade legal por violação de dados e danos reputacionais podem comprometer anos de trabalho em poucos dias.
Os seguros de riscos cibernéticos surgem como resposta a esta realidade, oferecendo não apenas indemnização financeira, mas também acesso imediato a equipas especializadas em contenção, recuperação de sistemas, apoio jurídico e comunicação de crise.
Tal como aconteceu no passado com o seguro automóvel ou o multirriscos, a tendência para 2026 é clara: o seguro cyber deixa de ser um produto de nicho e passa a ser um seguro estrutural para qualquer empresa minimamente digitalizada.
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Cibersegurança e riscos cibernéticos
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Poupança, investimento e reforma: o problema que ninguém quis explicar
A terceira grande tendência para 2026 não está diretamente ligada a um sinistro, mas à ausência de planeamento de longo prazo. Portugal continua excessivamente dependente de depósitos a prazo, com baixas taxas de rentabilidade e sem uma estratégia integrada de poupança, reforma e investimento.
A sustentabilidade da Segurança Social é uma incógnita cada vez mais evidente. Ainda assim, a maioria das pessoas não está a construir alternativas. Não por falta de vontade, mas por falta de orientação. O problema não começa nos produtos, começa na ausência de estratégia.
A abordagem que a Protev Seguros defende para 2026 é sequencial e estruturada:
- criação de um fundo de emergência com liquidez;
- estruturação da reforma através de um PPR ajustado ao perfil de risco;
- investimento orientado para crescimento de património no longo prazo.
Esta lógica trata a literacia financeira como ponto de partida, não como consequência. Em 2026, falar de poupança e investimento sem enquadramento estratégico deixa de ser aceitável.
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O novo papel do consultor de seguros em 2026
Uma das tendências mais claras para 2026 não está nos produtos, mas na transformação do papel do mediador de seguros. O modelo tradicional, centrado na venda pontual de apólices, tornou-se insuficiente para responder à complexidade dos riscos atuais.
Famílias e empresas enfrentam hoje riscos interligados: uma incapacidade temporária pode afetar a poupança, um ciberataque pode comprometer a continuidade do negócio, a ausência de planeamento financeiro amplifica o impacto de qualquer evento inesperado. Neste contexto, o consultor de seguros assume uma função cada vez mais próxima de um gestor de risco e planeador financeiro.
A Protev Seguros posiciona-se claramente neste novo paradigma. A sua intervenção começa antes da subscrição, através da identificação de lacunas de proteção, da explicação dos riscos reais e da construção de soluções coerentes entre si. Em 2026, esta abordagem deixa de ser diferenciadora e passa a ser essencial.
Como estas tendências se cruzam na prática
Uma das fragilidades mais comuns no mercado segurador é a abordagem fragmentada. Seguros contratados de forma isolada, sem ligação entre si, criam uma falsa sensação de proteção. As tendências para 2026 mostram precisamente o contrário: os riscos cruzam-se e amplificam-se.
Exemplo prático: família com rendimento dependente de um único titular
Imagine-se um agregado familiar cujo principal rendimento provém de um trabalhador independente ou gerente de empresa. Sem proteção de rendimentos, uma doença prolongada gera uma quebra imediata de liquidez. Sem poupança estruturada, essa quebra transforma-se rapidamente num problema financeiro sério. Se, adicionalmente, existir um crédito à habitação, o risco multiplica-se.
Neste cenário, a resposta não está num único seguro. Está na combinação de proteção de rendimentos, seguro de saúde adequado e uma estratégia mínima de poupança de emergência. É esta leitura integrada que define a tendência para 2026.
Exemplo prático: PME dependente de sistemas digitais
Uma pequena empresa de serviços, com faturação recorrente e base de dados de clientes, pode sobreviver a um incêndio físico com relativa facilidade, mas pode não resistir a um ataque informático prolongado. A interrupção da atividade durante alguns dias, a perda de dados e a obrigação legal de comunicar uma violação de dados podem gerar prejuízos irreversíveis.
O seguro de riscos cibernéticos responde a este risco específico, mas ganha verdadeira eficácia quando integrado numa política global de gestão de risco. Em 2026, a ausência desta integração será vista como negligência estratégica.
A falsa dicotomia entre custo e proteção
Uma das objeções mais frequentes à adoção destas soluções continua a ser o custo. No entanto, uma das tendências mais claras para 2026 é a mudança desta perceção. O mercado começa a compreender que o custo real não está no prémio do seguro, mas na ausência de proteção quando o risco se materializa.
A proteção de rendimentos custa, regra geral, uma fração do rendimento mensal protegido. O seguro cyber representa um valor residual quando comparado com o impacto financeiro de um ataque. As soluções de poupança e investimento exigem disciplina, não necessariamente grandes montantes iniciais.
O denominador comum é simples: transferir riscos de elevada severidade e baixa previsibilidade para entidades com capacidade financeira para os absorver. Este é o princípio base do seguro, que em 2026 recupera centralidade.
Educação financeira e consciencialização do risco
Outra tendência estrutural para 2026 é o aumento da procura por informação qualificada. Os clientes já não aceitam respostas vagas nem soluções estandardizadas. Querem compreender o que estão a subscrever, quais os cenários cobertos, quais as exclusões e como as diferentes apólices interagem entre si.
Neste contexto, a Protev Seguros assume um papel pedagógico. Explicar porque razão a proteção de rendimentos é tão importante quanto o seguro de saúde. Demonstrar porque um seguro cyber não é apenas para grandes empresas. Clarificar porque um PPR não deve ser subscrito apenas pelo benefício fiscal.
Esta abordagem não acelera a venda, mas constrói relações de longo prazo. Em 2026, esta será uma das principais métricas de valor no setor.
Tendências para 2026 nos seguros como oportunidade, não como ameaça
É importante sublinhar que estas tendências não devem ser lidas como um cenário pessimista. Pelo contrário, representam uma oportunidade clara para famílias e empresas reforçarem a sua resiliência financeira e operacional.
A consciencialização do risco é o primeiro passo para a sua mitigação. A existência de soluções maduras no mercado permite hoje construir redes de proteção ajustadas a diferentes perfis, orçamentos e fases de vida.
O que muda em 2026 é a urgência. O contexto económico, social e tecnológico já não permite adiar estas decisões sem consequências.
O papel da Protev Seguros neste novo ciclo
A Protev Seguros posiciona-se como parceira estratégica neste processo. Não se limita a apresentar produtos, mas estrutura soluções com base em três princípios fundamentais:
- identificação clara dos riscos reais;
- adequação das soluções ao perfil do cliente;
- acompanhamento contínuo ao longo do tempo.
Seja na proteção de rendimentos, nos riscos cibernéticos ou na construção de estratégias de poupança e investimento, a intervenção da Protev Seguros parte sempre da mesma premissa: proteger o presente sem comprometer o futuro.
Em 2026, esta abordagem deixa de ser opcional. Torna-se a base de qualquer planeamento financeiro e empresarial responsável.
Em resumo
As tendências para 2026 não anunciam novos riscos, mas expõem falhas antigas que deixaram de poder ser ignoradas. A proteção de rendimentos, os riscos cibernéticos e a ausência de estratégia financeira são hoje os principais pontos de fragilidade de famílias e empresas em Portugal.
O que distingue quem estará preparado em 2026 não é a quantidade de seguros contratados, mas a coerência da estratégia subjacente. O seguro deixa de ser um produto isolado e passa a ser uma ferramenta de gestão de risco integrada.
A Protev Seguros assume este desafio com uma visão clara: educar, planear e acompanhar. Porque, num contexto de incerteza crescente, a verdadeira proteção começa muito antes do sinistro.
FAQs sobre as tendências para 2026 nos seguros
A proteção de rendimentos substitui a Segurança Social?
Não. Funciona como complemento, garantindo um nível de rendimento mais próximo da realidade financeira do segurado.
Os seguros de riscos cibernéticos são apenas para empresas tecnológicas?
Não. Qualquer empresa que utilize sistemas informáticos ou dados de clientes está exposta.
É possível começar a poupar e investir com valores reduzidos?
Sim. A consistência e a estratégia são mais relevantes do que o montante inicial.
Estas soluções podem ser combinadas?
Devem ser combinadas. A eficácia aumenta quando fazem parte de uma estratégia integrada.
Qual é o papel do mediador neste processo?
Identificar riscos, explicar opções e acompanhar o cliente ao longo do tempo, ajustando a proteção à sua realidade.