No passado dia 28 de abril de 2025, um apagão sem precedentes afetou vastas regiões de Portugal continental, Espanha e França, provocando a paralisação de serviços essenciais, prejuízos em empresas e inquietação generalizada na população. Esta interrupção abrupta do fornecimento de energia elétrica expôs a vulnerabilidade das infraestruturas e dos modelos de proteção empresarial atualmente existentes. Para além dos impactos imediatos, como a deterioração de bens refrigerados ou a falha de sistemas informáticos, o evento suscitou um debate urgente sobre a adequação dos seguros empresariais face a riscos sistémicos desta natureza.
Num contexto de crescente dependência da eletricidade, este tipo de ocorrência deve ser um ponto de reflexão para as empresas portuguesas: estão realmente protegidas contra os efeitos colaterais de um blackout total? Neste artigo, analisa-se o sucedido, identifica-se o enquadramento dos seguros em vigor, e explora-se como a Protev Seguros pode apoiar as empresas na prevenção e mitigação de danos decorrentes de falhas de energia em larga escala.
Os impactos do apagão: uma cadeia de prejuízos
Os efeitos do apagão de 28 de abril foram imediatos e múltiplos. Empresas industriais viram as suas linhas de produção suspensas; comerciantes perderam mercadoria refrigerada; clínicas e hospitais ativaram planos de contingência; hotéis ficaram sem meios para receber hóspedes. Para além da paralisação económica, registaram-se danos físicos em equipamentos e perdas de faturação significativas.
Entre os setores mais afetados encontram-se:
- Restauração e hotelaria, com prejuízos diretos em alimentos perecíveis;
- Retalho alimentar, cujos sistemas de frio e conservação falharam;
- Tecnologia e serviços informáticos, que viram os seus servidores e infraestruturas desligarem-se abruptamente;
- Indústria transformadora, com interrupções na cadeia produtiva e danos em máquinas automatizadas.
Além do evento em si, o restabelecimento da energia trouxe riscos adicionais. É frequente, nestas situações, o retorno de corrente com voltagem irregular, o que potencia danos em sistemas elétricos e eletrónicos, caso os devidos cuidados (como desligar disjuntores) não tenham sido tomados.
Seguros multirriscos e cortes de energia: o que está coberto?
Uma das questões mais debatidas após o apagão foi a cobertura, ou não, de tais eventos pelas apólices multirriscos empresariais. Regra geral, os seguros multirriscos cobrem danos provocados por riscos convencionais: incêndio, inundações, roubo, entre outros. Contudo, no que respeita a cortes de energia, a cobertura é frequentemente limitada.
A análise das Condições Gerais do Seguro de Patrimónios para Empresas indica que, para efeitos de cobertura direta de danos por falhas de energia, é necessário acionar cláusulas complementares, como:
- Deterioração de bens refrigerados, válida quando a falha de energia causa a perda de mercadoria conservada em frio;
- Perdas de exploração, aplicáveis em situações em que a interrupção da atividade por causas externas comprovadas implica quebra de faturação.
Ambas as coberturas exigem a existência de danos materiais cobertos para serem ativadas. Isto significa que, sem prova de dano físico relacionado com a falha energética, o direito à indemnização pode ser contestado ou mesmo recusado.
Exclusões típicas e zonas cinzentas
Ainda que algumas coberturas adicionais permitam proteger certos aspetos da atividade empresarial, há exclusões relevantes que devem ser consideradas. As apólices frequentemente excluem:
- Danos indiretos não quantificáveis;
- Falhas de energia causadas por problemas externos à instalação segurada (ex.: falhas na rede pública);
- Interrupções sem prova de dano físico consequente;
- Danos provocados por negligência na manutenção de equipamentos ou ausência de sistemas de proteção (ex.: UPS, geradores).
Estas zonas cinzentas evidenciam a necessidade urgente de clarificação contratual e, possivelmente, de atualização dos clausulados, à semelhança do que ocorreu durante a pandemia de COVID-19.
O papel da cobertura de riscos elétricos
Uma das coberturas mais relevantes para mitigar danos associados a falhas de energia é a cobertura de riscos elétricos. Esta proteção pode ser acionada em caso de danos causados por sobretensão, curto-circuitos ou variações anormais no fornecimento de energia elétrica, nomeadamente aquando do restabelecimento da corrente.
Tal como referido pelo CEO da Protev Seguros, “se o apagão é o primeiro problema, o restabelecimento é o segundo”. A energia volta muitas vezes com maior intensidade, o que pode provocar danos em eletrodomésticos, servidores, sistemas de climatização ou equipamentos industriais. Por isso, recomenda-se que, durante um blackout, se desliguem todos os disjuntores exceto o da iluminação, minimizando o impacto de uma eventual sobretensão.
Esta cobertura, frequentemente incluída nas apólices multirriscos mediante cláusula adicional, representa um pilar essencial para proteger os ativos elétricos e eletrónicos das empresas.
Uma lição do apagão: estamos a proteger o risco certo?
À semelhança do que aconteceu com a pandemia, o apagão de abril de 2025 lança um alerta ao setor segurador: estarão os riscos atuais corretamente mapeados e cobertos pelas apólices em vigor? A ausência de cobertura específica para falhas energéticas sistémicas, como as que ocorreram neste evento, sugere que a indústria seguradora poderá precisar de evoluir os seus clausulados.
A resposta poderá passar pela introdução de cláusulas de cobertura automática para falhas da rede elétrica pública, sem exigência de dano físico direto. Tal como uma companhia abriu as portas à cobertura de pandemias, poderá agora ocorrer o mesmo fenómeno com apagões — e assim dar-se início a um efeito dominó entre as seguradoras.
É um momento propício à reflexão e à inovação: as necessidades dos clientes mudam, e o setor segurador deve acompanhar essa mudança com propostas adaptadas ao novo contexto de risco sistémico e tecnológico.
Como a Protev Seguros pode ajudar a sua empresa
Num contexto de crescente complexidade nos riscos empresariais, a Protev Seguros posiciona-se como um parceiro estratégico para avaliar e mitigar cenários como o do apagão de abril. Através da sua rede de parceiros e de uma equipa especializada, oferece:
- Auditoria de coberturas existentes, com identificação de lacunas e recomendações de melhoria;
- Consultoria personalizada, orientada por setores de atividade e perfis de risco específicos;
- Propostas integradas de seguros multirriscos, com inclusão de cláusulas para deterioração de bens refrigerados, perdas de exploração e riscos elétricos;
- Acompanhamento contínuo, incluindo apoio em processos de sinistro e renegociação de condições contratuais.
Ao optar pela Protev Seguros, as empresas beneficiam de uma abordagem focada na prevenção e na adaptação às novas realidades, com a tranquilidade de saber que o seu património está protegido de forma eficaz e atualizada.
Em resumo
O apagão de abril de 2025 revelou, com clareza, as fragilidades de um sistema económico altamente dependente da energia elétrica. Mais do que um evento isolado, deve ser interpretado como um sinal de alerta para empresas, seguradoras e decisores políticos.
A Protev Seguros destaca-se como entidade preparada para orientar as empresas neste novo cenário de risco. Com soluções personalizadas, uma visão atualizada do mercado segurador e uma preocupação genuína com a sustentabilidade e continuidade dos negócios, é o parceiro certo para proteger o que realmente importa.
A reflexão que fica é clara: se a energia pode falhar, o seguro não pode. E cabe a cada empresa garantir que, quando a luz se apaga, os seus recursos, operações e futuro permanecem salvaguardados.
Faqs sobre o seguro empresarial contra apagões
1. Os seguros empresariais cobrem falhas de energia?
Nem todos. É necessário verificar se a apólice contempla cláusulas específicas como perdas de exploração, riscos elétricos ou deterioração de bens refrigerados.
2. A Protev Seguros oferece seguros que cobrem apagões?
Sim. A Protev Seguros trabalha com soluções que incluem coberturas ajustadas a falhas de energia e suas consequências.
3. O que são riscos elétricos?
Danos provocados por picos de energia, curto-circuitos ou variações anómalas no fornecimento elétrico.
4. O seguro cobre perda de faturação causada por apagões?
Apenas se estiver contratada uma cláusula de perdas de exploração e se houver prova de dano material associado.
5. O que devo fazer durante um apagão?
Desligar os disjuntores (exceto o da iluminação), preservar equipamentos sensíveis e contactar o mediador de seguros caso ocorram danos.
6. Posso atualizar a minha apólice após um evento destes?
Sim. A Protev Seguros realiza auditorias às apólices atuais e sugere melhorias adaptadas aos novos riscos.
7. Os prejuízos em bens refrigerados são indemnizáveis?
Sim, desde que exista cobertura específica para deterioração de bens refrigerados.
8. Existe alguma franquia aplicável?
Depende da seguradora e da cláusula contratada. A Protev esclarece todas essas condições no momento da subscrição.
9. A Protev Seguros ajuda na gestão de sinistros?
Sim, com uma equipa especializada no acompanhamento e mediação junto das seguradoras.
10. Vale a pena contratar estas coberturas adicionais?
Sim, sobretudo num cenário de riscos crescentes relacionados com a energia e a infraestrutura digital.